Projeto FAPESP

Soluções estão fora de casa

Trecho da reportagem referente à Finamac:

.. Outra grande exportadora de inovação brasileira é a Finamac, que nasceu há trinta anos num apartamento em São José dos Campos (SP). Seu fundador, Marino Arpino (formado em engenharia pelo ITA), que trabalhava numa indústria aeroespacial, percebeu que a mesma tecnologia de tubos para foguetes poderia servir para cilindros de refrigeração de alta eficiência para sorvetes. Ele deixou o emprego e, no quintal da casa de seu pai, fixou o primeiro endereço da Finamac, baseado no projeto de inovação para o qual obteve, em 2013, recursos da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportação) e da Fapesp.

Hoje a empresa produz mil máquinas para sorvetes por ano, de 30 modelos diferentes, e embarca pelo menos 70% delas para os Estados Unidos, onde tem uma subsidiária em Miami. Com clientes em mais de 100 países, a Finamac tem 40 patentes registradas, 60 funcionários e oito deles dedicados só à engenharia e inovação. "Hoje terceirizei a produção de peças para focar em pesquisas e projetos inovadores. No momento, estamos investindo R$ 4 milhões em uma máquina nova para sorvetes e outras duas para picolés", diz Arpino. Desse total, metade vem de recursos da Fapesp e metade da própria empresa.

A Finamac conta com professores do ITA como consultores, além de outros centros de pesquisa no exterior. A empresa obteve certificação da americana NSF (National Sanitation Foundation) para comercializar nos Estados Unidos. Além de operar com tecnologia digital 3D nos projetos e protótipos de suas máquinas, a Finamac desenvolve softwares para design, construção mecânica e simulações, e os atualiza constantemente por meio de parcerias com escolas e institutos de pesquisa. "Nossos produtos saíram do tipo caixote para formatos bastante ergonômicos. Usamos plásticos coloridos de alta performance, sempre cuidando do fundamental, que é a excelência na qualidade do sorvete, e com custos menores para o nosso cliente", explica o empresário.

A empresa faz máquinas com capacidade para produzir 100 picolés por hora, processando 80 litros por dia, até 10 mil picolés por hora ou 8 mil litros processados por dia, e tem nas "paleteras" um grande nicho de clientes ao redor do mundo. "Para 2018, estamos programando o lançamento mundial da nossa nova máquina de sorvete. Outras duas de picolés ficarão para 2019, adianta Arpino. 

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